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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Opinião Teen: Desejo de Mudança


Nos últimos meses, temos contemplado através de manifestações populares o anseio do povo brasileiro por uma reforma política. Com o intuito de que a mesma tenha validade para as próximas eleições, a população pressiona o governo, requerendo a criação de um novo plebiscito que permita a participação da plebe nas decisões do país.



Para a validação de um plebiscito, é necessário que haja primeiro a convocação do Congresso Nacional. Ou seja, somente a população não pode influenciar nesse processo, o que torna os plebiscitos demorados e nem mesmo o “jeitinho brasileiro” é capaz de intervir e resolver a questão.
Sendo assim, uma reforma política, com validade para 2014 seria inviável, e caso ocorra não satisfará todos os grupos sociais envolvidos. Somos um país que se denomina democrático, entretanto, quando cidadãos das mais diversas áreas buscam exercer a democracia, esta se aglutina a mecanismos políticos que delongam a participação da população, fazendo com que o governo seja do povo, mas não para o povo.



Por Micaelly Gomes 3ºA

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Opinião Teen: Ordem ou protesto!

Nas últimas semanas, a população brasileira exerceu o poder da democracia nas ruas de nosso país, iniciando com pequenas manifestações de grupos protestantes que reivindicavam o Passe Livre. A nação brasileira tem lutado não somente contra o reajuste da passagem, questão de R$ 0.20, mas sim contra a corrupção, contra o investimento em estádios e o esquecimento das áreas da saúde, da educação e de melhores condições de vida para os brasileiros.
O aumento da tarifa do transporte público foi o grande desencadeador dos protestos que temos visto. Uma geração se levantou para o exercício da democracia e tem lutado contra a política do país, não digo isto para entrar em contraponto com os petistas, mas para afirmar que a população brasileira não está satisfeita com a economia do país, com as péssimas condições de hospitais, com o sistema de transporte, com a PEC 37, com o desvio de dinheiro, etc. O Brasil acordou, os cidadãos exigem ordem na nação, a Copa Mundial de 2014 não é prioridade para quem enfrenta conflitos diários.

Nacionalismo tem sido o objetivo destas manifestações, foi-se o tempo em que a mídia internacional nos conhecia apenas como o país do futebol, onde o povo não criticava nada e aceitava a manipulação de forma procrastinada. Nos dias atuais, cidadãos das mais diversas faixas etárias estão abolindo o conceito arcaico de brasilidade, rejeitando o pão e circo que nos é oferecido no futebol e em festas carnavalescas. Não quereremos somente o reconhecimento de que o país do futebol é sede  da copa de 2014, reivindicamos um país melhor, que se afaste da margem do subdesenvolvimento, que invista em saúde, em educação de qualidade, que seja transparente na política, e que acima de tudo: seja mais democrático. 


Fotos da professora Vânia Turcato.
Dia 22/06 no bairro do Boqueirão em Praia Grande

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Opinião Teen: O sistema de cotas nas universidades.

Durante a escravidão no Brasil, os negros não eram considerados como seres humanos. Visto como mão de obra barata, eram expulsos do convívio social. Todavia, após a abolição da escravatura, os mesmo alcançaram a liberdade, e atualmente são beneficiados, se assim posso dizer, com o sistema de cotas universitárias.
Quando em concursos, vestibulares entre outros testes acadêmicos, a questão de alfrodescendência é mencionada, simplesmente, vejo o antigo Brasil ainda vivo, porém, em uma dimensão muito maior. Agora, não são apenas raças aprisionadas, mas sim o senso crítico de  toda a sociedade. Ora, será que os negros nao possuem a mesma  capacidade de raciocínio que os demais? Ou as autoridades ainda afirmam que devido ao seu passado histórico, os mesmos necessitam desta cotas para sentirem-se livres do período de escravidão?
Quanto as cotas estudantes de escolas públicas, a vergonha desse sistema é ainda maior, haja vista que para o governo é mais fácil garantir cotas para esses estudandes do que lhes oferecer um ensino de qualidade.
Se há preconceito racial em nossa sociedade, bem como defasagem no ensino público, isso se deve ao fato de termos leis que, ao invés de promoverem o desenvolvimento social e econômico de nosso país, tendem a retomá-lo para os dias atuais. Logo, ao invés de haver o aprisionamento em celas como antes, há uma falsa liberdade em nosso meio social, impregnada em nosso olhos, que nao conseguem enxergar o sistema ao qual estamos sujeitos.


Por Micaelly Gomes, 3º ano A

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Opinião Teen: A correção das redações do ENEM


O ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio, consiste em uma avaliação feita com alunos concluintes do ensino médio, que visam cursar um ensino superior.Através de projetos governamentais como o ProUni (Programa Universidade para Todos )  e o SISU (Sistema de Seleção Unificada) tanto os alunos de escolas públicas quanto de escolas particulares tem oportunidade de ingressar  em uma faculdade com até 100% de bolsa totalmente gratuita.


Para muitos, este é o único modo pelo qual poderão cursar uma universidade, pois grande parte destes vestibulandos não possuem condições financeiras favoráveis para arcarem com as mensalidades dos cursos.Todavia, como se já não fosse suficiente para os vestibulandos toda a insegurança ao escolher a profissão almejada, a dedicação aos estudos, os pré-vestibulares, o desejo inquietante de ingressar na universidade, entre outras preocupações, os mesmos ainda sofrem com o método de correção das avaliações. Recentemente, foi noticiado que um candidato escreveu em parte de sua redação do ENEM a receita de um miojo, outro, o hino do Palmeiras, sendo que o tema da redação era “‘O movimento imigratório para o Brasil no século XXI” mas, infelizmente, o primeiro alcançou 500 pontos, e o outro, atingiu 560 pontos. O que mais exaspera os vestibulandos é saber que estas redações são corrigidas inicialmente por dois professores, porém, segundo a realidade vivenciada, não podemos denominar este sistema inadmissível de um modo de correção verídico.
Em resposta aos questionamentos, o MEC afirma:  “A tolerância deve-se à consideração, e isto é relevante do ponto de vista pedagógico, de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio.”Chegamos então, a conclusão de que os critérios utilizados para a correção dessas redações são subjetivos, posto que somos meros “egresso do ensino médio”.Concomitantemente, devo enfatizar  que nossa sociedade será composta de jovens subjetivos, cidadãos subjetivos, eleitores subjetivos, e, em suma, de um país com democracia subjetiva.


POR Micaelly Gomes 3ºA